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TEM CINEMA NO FESTIVAL CULTIVAR!

O Auditório Paulinho Nogueira, no Parque da Água Branca, abriga sessões de cinema gratuitas nos dias 26 e 27 se setembro, sempre a partir das 16h30, seguidas de debate. São filmes que nos fazem refletir sobre nossa relação com a natureza, sua biodiversidade e recursos naturais. Sobre a forma como nos colocamos no mundo. A programação do Cine Natureza integra o 6º Festival Cultivar, que promove atividades durante todo o mês de setembro.

Cena do filme "Território do Brincar"

Cena do filme “Território do Brincar”

No sábado, dia 26/09, será exibido o filme “Território do Brincar”, em parceria com a Videocamp. O filme de Renata Meirelles e David Reeks percorre o Brasil de norte a sul com a ideia de revelar os seres humanos por meio dos gestos das crianças. Em uma correalização com o Instituto Alana, e coprodução da Maria Farinha Filmes e da Ludus Videos e Cultura, o projeto trabalha com o modo de olhar para a criança e seu jeito de brincar, focando no que há de mais belo e potente na infância. A ideia do filme é falar de cada um de nós por meio dos gestos das crianças brincando. Quase como se pudéssemos fazer um retrato humano por meio dessas brincadeiras, que dizem respeito a arquétipos e a um inconsciente coletivo do homem.

Renata e David percorreram juntos comunidades rurais, indígenas, quilombolas, litorâneas, grandes metrópoles e sertões. “Queremos comunicar ao mundo que, ao contrário do que quase todos os adultos com quem conversamos pensam, as crianças brincam, sim. Esse mantra do adulto de que a criança de hoje em dia não sabe mais brincar é um reflexo claro de que não sabemos mais olhar a criança”, afirma Renata. “Em última instância, quanto mais acreditarmos que as crianças não brincam, mais teremos que ocupar seu tempo ocioso com serviços, cursos ou instituições, e consumir brinquedos e aparelhos eletrônicos. Por isso precisamos saber que cavoucar a terra, procurar insetos nas plantas, brincar de casinha, construir brinquedos e tantos outros aspectos são necessidades essenciais das crianças e correspondem ao seu brincar atual e atemporal”, completa Renata, que estará presente durante a sessão para um bate-papo com o público. filme-um-rio

 

No domingo, 27/09, serão exibidos quatro curtas-metragens. “Um Rio”, de Andrea Pesek e Marcelo Bala, foi inspirado por uma frase do Rios e Ruas: “Rio não morre. Rio pode ser escondido, rio pode ser coberto, rio pode ser soterrado, rio pode virar esgoto, mas ele não acaba, você não pode acabar com um rio”. O filme nos convida a olhar para os rios que correm em nossas vidas e em nossos sonhos. Andrea Pesek estará presente à sessão.

O documentário “Entre Rios”, de Caio Silva Ferraz, conta a história da cidade de São Paulo sob a perspectiva de seus rios e córregos. Até o fim do século XIX, esses cursos d’água foram as grandes fontes da cidade. Hoje, escondidos pelas canalizações, passam despercebidos pela maioria dos paulistanos. O filme aborda o processo de transformação sofrido pelos cursos d’água paulistanos e as motivações sociais, políticas e econômicas que orientaram a cidade a se moldar como se eles não existissem. A boa notícia é que a cidade, assim como os rios, está em constante transformação e pode tomar novos rumos dependendo dos valores e anseios da sociedade. Após a exibição acontece um bate-papo com Caio Ferraz.

Cena do filme "Entre Rios"

Cena do filme “Entre Rios”

“Paisagens do Conhecimento”, de Karine Batista e Kika Gouvea, é um mergulho na Floresta Amazônica, sua cultura e suas plantas medicinais. O conhecimento de ribeirinhos, de indígenas e do pesquisador Moacir Biondo se mesclam e se completam. Essa parceria ajuda a salvar e guardar um grande patrimônio imaterial: o uso e o conhecimento de medicina tradicional pelos habitantes da maior floresta tropical do planeta. O documentário mostra a vida na floresta, levando o público até a comunidade Terra Preta, às margens do Rio Negro e à cidade de Parintins às margens do Rio Amazonas. Biondo e curadores populares demonstram que o reconhecimento da medicina popular no Brasil representa, para além de um direito cultural dos povos tradicionais, a única possibilidade de garantir a saúde da maior parte das comunidades amazônicas, onde a paisagem é um patrimônio natural e cultural de valor inestimável.

Cena do filme "Paisagens do Conhecimento"

Cena do filme “Paisagens do Conhecimento”

O curta “Mulheres da Terra”, dirigido por Marcia Paraiso, aborda as sementes crioulas e o feminino da terra na voz de mulheres do Movimento de Mulheres Camponesas do oeste do estado de Santa Catarina. É esta relação íntima com a terra e com as sementes, tendo como horizonte o futuro da agricultura e da alimentação no mundo, que o documentário conta através das histórias de vida de algumas mulheres. Em vivências filmadas no interior dos municípios de Marema, Mondaí, São Miguel do Oeste, Chapecó, Anchieta e Palmitos encontramos a preocupação universal com o futuro do planeta. Em histórias de mulheres que, com suas mãos, cuidam da terra e são cuidadas por ela. A feminilidade desta relação também é um ponto importante.

Cena do filme "Mulheres sem Terra"

Cena do filme “Mulheres da Terra”

Sobre o Festival Cultivar

Realizado anualmente pelo Instituto Árvores Vivas, este é o primeiro e maior evento brasileiro focado na reconstrução do vínculo entre sociedade e natureza, levando centenas de crianças e famílias de volta à origem natural dos recursos e serviços ambientais essenciais à existência humana. Toda programação é criada para estimular a reconexão homem x natureza nos aspectos da cultura, saúde e qualidade de vida, identidade e patrimônio.

O 6º Festival Cultivar é uma realização do Instituto Árvores Vivas, e é possível graças ao Programa de Apoio à Cultura (ProAC), do Governo do Estado de São ‘Paulo, com patrocínio da Rodonaves e da AES Eletropaulo, produção executiva da Origem Produções e apoio da Envolverde Comunicação. Todas as atividades são gratuitas. A programação completa está disponível no site: http://festivalcultivar.com.br/

Serviço

Cine Natureza do Festival Cultivar

Data: 26 e 27/09 (sábado e domingo)

Local: Parque da Água Branca – Auditório Paulinho Nogueira (Av. Francisco Matarazzo 455)

Horário: 16h30 às 18h

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